Ao sabor das ondas
Por mais que tente, por mais que me esforce, acho que não consigo explicar por palavras o prazer que sinto em fazer parte desta comunidade.
Conhecer pessoas novas é sempre muito agradável e gratificante. Vemos novos rostos, trocamos e reciclamos experiências… fazem-se novas amizades.
Mas o que une os membros de uma comunidade é algo diferente, especial.
Sempre que disfrutamos da companhia dos nossos colegas e amigos (faço esta distinção porque para mim são pessoas com “estatutos” diferentes) temos de nos cingir a um espaço físico e a um determinado horário. Até podemos tentar diminuir as distâncias recorrendo ao tão familiar e inseparável telemóvel. Diminuímos as distâncias e o espaço em que as interacções se desenvolvem passam a ser irrelevantes, contudo, estamos sempre condicionados por um horário.
Numa comunidade virtual não nos cingimos a um espaço nem a um horário. Somos muito mais livres. Podemos apenas ler as contribuições dos restantes membros, adoptando uma postura passiva, ou participar activamente na discussão dos temas abordados. A periodicidade e a hora com que desenvolvemos cada uma destas actividades ficam ao critério de cada um. De uma coisa tenho a certeza, é que todos os dias existem novidades…
Tornou-se uma rotina ligar o computador e consultar as “novidades”. Contudo, todo este “trabalho” se desenvolve à luz de uma cadeira que todos nos encontramos a frequentar. Por isso já pensei acerca do que irá acontecer quando o semestre acabar?
Acho que é uma pena deixar “morrer” esta comunidade virtual que tanto nos une e que foi construída com o nosso contributo.
Se navegámos durante tanto tempo juntos, entre tempestades e tempos de bonança, por que não continuar?


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