Navegando nas... CVA

sexta-feira, janeiro 07, 2005

Em busca do Norte

Longe vão os tempos em que todos nós por aqui navegávamos a todo o vapor.
Talvez as desventuras próprias da época natalícia tenham causado sobrecarga em diversas embarcações?!
(Para além das lembranças deixadas pelo Pai Natal é praticamente impossível abandonarmos esta época festiva sem alguns quilinhos extra ou algumas gramas, para os mais contidos!)

Entrar no novo ano é sempre motivo de grande alegria e rever os cibernautas desta CVA também!

O reencontro na passada terça-feira foi muito agradável. Partilhámos as aventuras das férias, à tanto desejadas e os momentos atribulados por que passaram alguns membros. Depois de uma breve conversa eis que estamos prontos a embarcar!!!
Primeira aulinha do ano CVA.
Para começar este novo ano a aula foi dada por um novo professor, o professor Telmo Baptista!
O tema da aula foi muito interessante “A dimensão Afectiva da Aprendizagem na Internet” e a aula foi muito agradável contudo, fiquei com a sensação de que o tempo não foi suficiente e que... ainda havia muito mais para dizer.
Recordo-me de termos debatido o papel do feedback e do reforço numa CVA e pensei: ”Será que não é isto que anda a faltar na nossa CVA?!”

Todos nos deparamos com diversas “batalhas” que temos de travar o que faz com que, por vezes, não saibamos muito bem a rota a seguir... mas para todos os que por aqui passarem votos de um bom trabalho e... até breve!!!

Boa viagem e... não percam o Norte!

sábado, dezembro 11, 2004

... vem a bonança

Percorri um caminho longo, muito longo e tortuoso até conseguir entrar na sessão mas valeu bem a pena.

Fantástico, pura e simplesmente fantástico. Adorei.

Como já cheguei um bocadinho atrasada não tive oportunidade de ouvir as indicações do professor nem a explicação dos projectos das colegas. Contudo, como assisti ao comentário mútuo dos projectos deu para ficar com uma ideia, embora muito geral, do que pretendiam fazer e aperceber-me de que se tratam de projectos muito interessantes (amanhã irei ouvir tudinho com muita atenção).

Tive oportunidade de explicitar como penso desenvolver a minha comunidade, a quem se dirige (alunos do 3º ciclo), que o tema se centra na problemática ambiental (temática abordada no 8º ano de escolaridade mas universal) e o diverso tipo de actividades que pretendo implementar por forma a torná-la numa comunidade actual, dinâmica e diversificada (quer ao nível das actividades desenvolvidas, quer ao grau de dificuldade das diversas actividades).
Foi muito bom ter tido o feedback das colegas e do professor, que explicitaram algumas dúvidas e fizeram comentários à minha intervenção. Tive então oportunidade de clarificar um pouco melhor o que pretendia fazer e organizar melhor as ideias para que se tornem explícitas.

Após termos efectuado o comentários aos projectos o professor forneceu uma sugestões gerais de trabalho, para todos os elementos do grupo, colocámos as dúvidas que entretanto foram surgindo e a sessão terminou com um comentário final que culminou com a resposta a um questionário.

A opinião foi unânime. Todos os elementos que participaram nesta sessão consideraram que esta, foi mais proveitosa do que uma sessão presencial.
Creio que para tal contribui muito o facto de nestas sessões participar um número restrito de elementos. É muito mais fácil expormos as nossas dúvidas e ter um feedback imediato quer por parte do professor, quer por parte dos colegas. Por mais voltas que o professor tente dar é impossível, numa sessão presencial, dar o apoio e a atenção que nos deu nesta situação. Deste modo temos respostas aos problemas que nos inquietam num timing recorde. Se a este factor associarmos o facto de podermos estar a trabalhar no conforto do nosso lar, bem quentinhos... então apercebemo-nos que não há nada mehor!

Mas o que se revela fantástico para uns pode revelar-se muito trabalhoso para outros.
Podermos estar no conforto do lar a ter uma sessão, em directo, com o professor e alguns colegas é verdadeiramente fantástico, mas o professor... tem estas sessões a quintiplicar. Apesar do cansaço que deve provocar, o professor desenvolve um trabalho fantástico por nos conseguir manter animados e participativos, solicitando sempre a nossa participação.

Adorei ter participado nesta sessão com a Cris e com a Paula.
Agora estávamos tão longe mas ficámos muito mais próximas do que em algumas tardes passadas na faculdade.

Apesar dos inúmeros percalços por que passei para conseguir aceder à sessão tenho a certeza de que valeu a pena e fico contente comigo mesma por nunca ter desistido, caso contrário, creio que não iria ter outra oportunidade de participar nesta experiência que foi verdadeiramente fantástica.

Será que o professor não quererá trocar algumas aulas presenciais por sessões síncronas?
Fica a ideia.

; )

Depois da tempestade...

Pois bem o grande dia chegou.

Mais uma nova experiência prestes a ser vivenciada no seio desta nossa comunidade.
É a vez das sessões síncronas...
Os nervos estavam à flor da pele.

Duas horas antes da hora do meeting já me encontrava em frente ao computador para me certificar de que tudo estava a funcionar na perfeição, porque era imprescindível “entrar” à hora marcada.
No meio das verificações o pior aconteceu. O microfone deixou de funcionar no msn. Começaram os problemas...
Sem stress, porque ainda faltavam duas horas e por isso tinha todo o tempo do mundo para solucionar o problema (pensei eu!!!).
Passei por várias fases: numa delas os auscultadores funcionavam mas o microfone não, depois resolvido o problema do microfone não conseguia comunicar porque ninguém me ouvia e quando pensava que estava prestes a resolver o problema... fiquei sem som no computador.
Sem som no computador e completamente desesperada, literalmente à beira de um ataque de nervos, pensei seriamente em desistir e tentar entrar numa outra sessão. Contudo pensei que esta máquina (computador) não poderia ser mais teimosa do que eu e por isso... mãos à obra.
Lá consegui voltar a ter som no computador e o microfone funcional. Nada de mensagens de voz no msn mas tinha de tentar entrar na sessão síncrona.
Até então pensava que os problemas tinham sido ultrapassados mas mal sabia eu que ainda... ia só a meio.
Tentei entrar seguindo os passos enunciados na cva mas... nada. Davam sempre a mensagem de que o username ou a password estariam incorrectos. Só me apetecia desaparecer...
Mas não desapareci. Comecei a minha ronda de telefonemas e, graças a Sarinha, por portas e travessas lá consegui chegar à sessão que entretanto já havia iniciado à cerca de 20 minutos.

Continua...

quinta-feira, dezembro 09, 2004

Em dias de tempestade...

Estes últimos dias têm sido bastante atribulados.
Apesar do feriado ter atenuado a “lufa lufa” da semana de trabalho, este parece não ter diminuído nem um bocadinho.

Após me ter lançado “borda fora” dado o desespero em tentar encontrar minutos preciosos nas horas que se sucedem a um ritmo vertiginoso, lá encontrei uma bóia de salvação.
Foi difícil navegar num mar de ideias assolado por uma tempestade de indecisões mas... eis que se fez luz e... o rumo à “minha comunidade” ficou, finalmente, delineado.

Amanhã irá ser o grande dia... o dia da sessão síncrona.
Este encontro virtual tem gerado sentimentos muito contraditórios.
Desde um sentimento de alegria e realização enorme por participar numa nova experiência que se revelou gratificante até... sentimentos de amargura e frustração por parte daqueles que, por algum motivo, não conseguiram participar na sessão.
O computador já está preparado, a vontade em vivenciar uma nova experiência é cada vez maior e... amanhã conto as novidades.

Até breve...

domingo, dezembro 05, 2004

De regresso a bordo

Após uns dias de ausência de navegabilidade provocada por problemas graves na embarcação (computador) várias surpresas estavam prestes a ser reveladas.
Surpresa número um: saber que o diário de bordo (como diria a Cristaina Costa) da minha modesta embarcação havia sido eleito o blogue do mês de Novembro. Confesso que fiquei toda vaidosa. Surpresa número dois: visualizar o cartaz lindo que a João fez e saber que, apesar dos feriados, podemos manter-nos em contacto através de sessões síncronas. Realmente as novas tecnologias tornam possível quase tudo...

Agora que estou a par de todas as novidades devo de seguir a minha rota e tentar delinear o caminho acertado para a minha comunidade. Mas não tem sido nada fácil. Tenho andado um pouco perdida ao ler o texto que o professor aconselhou (“An instructional design framework for authentic learning environments”) Entre folhas impressas e dicionários empilhados tento encontrar um significado lógico para aquela panóplia de informação que parece quase estar codificada. É uma tarefa árdua mas lá vai ter de ser por isso... até breve.

Bons ventos!!!

domingo, novembro 28, 2004

A todo o vapor

Soube bem voltar a entrar na sala de aula e ver quer o professor quer os elementos da turma reunidos. Foi bom estar com os elementos da comunidade mas num ambiente não virtual.
Sei que vamos novamente ser boicotados pelos feriados que se avizinham mas... que estes dois feriadozitos, estrategicamente colocados a meio da semana, vão saber mesmo bem, lá isso vão!!!

A passada aula de CVA para além de ter sido muito agradável por nos termos reunido todos novamente fez-me ter cada vez mais a consciência de que os conhecimentos que possuo de informática são uma gota num oceano imenso que se complexifica imensamente quando nos reportamos para a www.
Existem imensos recursos que podemos utilizar para produzir os nossos próprios materiais, há que conhecer as suas vantagens e limitações, basta seleccionar a “ferramenta” e... mãos à obra.
Não tenho a certeza se terei oportunidade para concretizar a minha comunidade mas de uma coisa tenho a certeza... estas férias de verão vão ser bem diferentes e o computador, este ano, vai na bagagem!!!
O professor mostrou-nos o que podemos fazer, como se diz na gíria : “deu-nos pernas para andar” agora cabe a cada um de nós escolher o seu caminho.

Boa viagem

quinta-feira, novembro 18, 2004

E por uns dias... o vento não soprou

Advogava, ainda há bem pouco tempo, a grande interactividade vivenciada na comunidade de CVA, mas mal sabia eu que, durante uns dias,… nada mudou.
O ritmo frenético das mensagens tinha cessado.

Será que andamos todos num ritmo tão acelerado que não nos permite participar na comunidade ou esta ausência temporária é reflexo da ausência de aulas presenciais?!

Será que trocámos as mensagens na comunidade por mensagens orais trocadas entre um chá e uma torrada?!

Fiquei contente por ter reparado que ontem, depois do professor ter feito uma intervenção que invoca a nossa participação num fórum acerca da exploração de CVA,s, tudo recomeçou. Uffa!!! É bom saber que estão todos de volta.

Mas quem sou eu para andar para aqui a falar?! Que tal contribuir também no Blog colectivo e deixar um bocadito de lado esta crítica aqui encerrada…

Apesar de ter reconhecido e defendido as múltiplas vantagens que temos em poder trocar mensagens sem um espaço nem uma hora marcada confesso que.. tenho saudades de ver a turma reunida.
Existem conversas, gestos, palavras, gargalhadas que transcendem as facilidades da virtualidade.

Bons ventos!!!

domingo, novembro 14, 2004

Ao sabor das ondas

Por mais que tente, por mais que me esforce, acho que não consigo explicar por palavras o prazer que sinto em fazer parte desta comunidade.

Conhecer pessoas novas é sempre muito agradável e gratificante. Vemos novos rostos, trocamos e reciclamos experiências… fazem-se novas amizades.
Mas o que une os membros de uma comunidade é algo diferente, especial.

Sempre que disfrutamos da companhia dos nossos colegas e amigos (faço esta distinção porque para mim são pessoas com “estatutos” diferentes) temos de nos cingir a um espaço físico e a um determinado horário. Até podemos tentar diminuir as distâncias recorrendo ao tão familiar e inseparável telemóvel. Diminuímos as distâncias e o espaço em que as interacções se desenvolvem passam a ser irrelevantes, contudo, estamos sempre condicionados por um horário.

Numa comunidade virtual não nos cingimos a um espaço nem a um horário. Somos muito mais livres. Podemos apenas ler as contribuições dos restantes membros, adoptando uma postura passiva, ou participar activamente na discussão dos temas abordados. A periodicidade e a hora com que desenvolvemos cada uma destas actividades ficam ao critério de cada um. De uma coisa tenho a certeza, é que todos os dias existem novidades…

Tornou-se uma rotina ligar o computador e consultar as “novidades”. Contudo, todo este “trabalho” se desenvolve à luz de uma cadeira que todos nos encontramos a frequentar. Por isso já pensei acerca do que irá acontecer quando o semestre acabar?
Acho que é uma pena deixar “morrer” esta comunidade virtual que tanto nos une e que foi construída com o nosso contributo.
Se navegámos durante tanto tempo juntos, entre tempestades e tempos de bonança, por que não continuar?